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Voz, interpretação e sentimento definem
o cantor e o interprete que alcançou maior popularidade e devoção para
a sua arte, no Brasil: Orlando Silva. Nasceu Orlando Garcia da Silva
no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, em 03 de outubro de 1915, filho
de José Celestino da Silva (operário, violonista e chorão) e Da. Balbina
Garcia da Silva. O 3º filho dos 7 do casal. Orlando não tem lembranças
do pai, que morreu na epidemia da gripe "espanhola", em 1918. Sabia
que Pixinguinha e os demais "batutas" frequentavam sua casa para tocar
com seu pai.
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Desde cedo, Landinho teve que trabalhar.
Teve vários empregos, como operário em cerâmica, fábrica de tecidos
e balconista. Aos 17 anos, sofreu um acidente de bonde e perdeu parte
de seu pé esquerdo. Orlando andou de muletas por um ano e meio. Voltou
ao trabalho como cobrador de ônibus e já atraia a atenção dos motoristas
e cobradores, além dos passageiros, que lhe faziam diversos pedidos
de músicas. Sua fama chegou ao filho do dono da empresa, que levou-o
a trabalhar no escritório e ser parceiro de serenatas.
Através de admiradores e principalmente de Alberto de Castro Simoens
da Silva, o Bororó, Orlando foi apresentado a Francisco Alves, o Rei
da Voz. Se a princípio não se dispôs a ajudá-lo, em seguida Chico Alves
cedeu aos encantos da voz de Orlando Silva quando este começou a cantar
"Malandro Sofredor". No dia seguinte, Orlando Silva já era aprovado
em um teste apara a Rádio Cajuti. Foi em um domingo, 24 de junho de
1934, que Orlando Silva nascia para o grande público. O próximo passo
era o disco. Após algumas gravações, Orlando transferuiu-se para a Rádio
nacional, em 1936, e atingiu a popularidade, a afama e o dinheiro. Em
1938, em sua primeira excursão por São Paulo, o locutor Oduvaldo Cozzi,
diante de tão retumbante manifestação popular, cunhou o slogan de Orlando
Silva: "O Cantor das Multidões".
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